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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os Lusíadas - Canto VII em vídeo

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Amar, Verbo Intransitivo - Mário de Andrade

Este romance é definido pelo autor como Idílio (s. m. Pequena composição poética, campestre ou pastoril; amor simples e terno; sonho; devaneio.) e abusa das técnicas modernas, usando uma linguagem coloquial, perto do falar brasileiro (por exemplo, começando frases por pronomes oblíquos), sem capítulos definidos, prosa telegráfica, expressionismo, construído através de flashs, resgatando o passado ou fixando o presente. Publicado em 1927, o Idílio causou impacto. Desafiou preconceitos, inovou na técnica narrativa. Sem nenhum prêambulo, Souza Costa e Elza surgem no livro. Souza Costa é o pai de uma típica família burguesa paulista do início do século. Elza, uma alemã que tinha por profissão iniciar sexualmente os jovens. Professora de amor. Souza Costa contrata os "serviços" de Elza (que por todo o livro é tratada por Fräulein - senhora em alemão) com o intuito de que seu filho inicie sua vida sexual de forma limpa, asséptica, sem se "sujar" com prostitutas e aproveitadoras. Ela afirma naturalmente que é uma profissional, séria, e que não gostaria de ser tomada como aventureira. Oficialmente, Fräulein seria a professora de alemão e piano da família Souza Costa. Carlos aparece brincando com as irmã, ainda muito "menino". 

Fräulein se ressente por não prender a atenção de Carlos no início, ele era muito disperso, mas gradualmente vai envolvendo-o na sua sedução. Eles tinham todas as tardes aulas de alemão e cada vez mais Carlos se esforçava para aprender (o alemão?!) e aguardava ansioso as aulas. Fräulein, em momentos de devaneios, criticava os modos dos latinos, se sentia uma raça superior, admirava e lia incessantemente os clássicos alemães, Goethe, Schiller e Wagner. Compreendia o expressionismo mas voltava à Goethe e Schiller. A esposa de Souza Costa, vendo as intimidades do filho para com ela, resolve falar com Elza e pedir para que deixem a família. Fräulein esclarece seu propósito de forma incrivelmente natural, e após uma conversa com o marido, a mãe decide que é melhor para seu filho que ela continuasse com suas lições. O livro é permeado de digressões. Mário de Andrade freqüentemente justifica alguns pontos (antes que o critiquem), analisa fatos, alude à psicologia, à música e até mesmo à Castro Alves e Gonçalves Dias. Mário compara a vida dos extrangeiros nos trópicos, entre Fräulein e um copeiro japonês. Mostra a dicotomia de pensamento de Fräulein entre o homem-da-vida (prático, interessado no dinheiro do serviço) simbolizado por Bismarck - responsável pela unificação da Alemanha em 1870 à ferro e fogo e Wagner, retratando o homem-do-sonho. O homem-do-sonho representa seus desejos, suas vontades, voltar a terra natal, casar e levar uma vida normal. Mas quem vence em Fräulein é o homem-da-vida, que permite que ela continue o serviço sem se questionar. Carlos após ter tido "a"aula mestra, começa a viciar-se em "estudar". Certamente a didática de Fräulein era muito boa. Era tempo para Fräulein se despedir, tendo este trabalho concluído. Ela sabia que os afastamentos eram sempre seguidos de muitos protestos e gritos. Souza Costa surpreende Carlos com Fräulein (tudo já armado) e utiliza-se deste pretexto para separá-los. Carlos reage defende Fräulein, mas mesmo ele fica aturdido diante do argumento do pai: e se ele tivesse um filho? Ainda relutante, ele deixa-a ir. Depois algumas semanas apático, Carlos volta a viver normal. O livro acaba mas continua. Escreve Mário de Andrade - "E o idílio de Fräulein realmente acaba aqui. O idílio dos dois. O livro está acabado. Fim. (...) O idílio acabou. Porém se quiserem seguir Carlos mais um poucadinho, voltemos para a avenida Higienópolis. Eu volto." Após se recupear, Carlos avista acidentalmente Fräulein, já em um novo trabalho, e apenas saudou-a com a cabeça. A vida continua para Carlos. Fräulein ainda iria seguir com 2 ou mais trabalhos para voltar à sua terra.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Imagem Spartacus sem o fundo

Nova edição

O "Dikas e Ideias" criou mais uma nova edição nesta quarta-feira que vai demonstrar em gráficos os fatos da vida.

Fique ligado!

Cada dia terá um post.

Não perca
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Como fazer um submarino com uma garrafa

Parece mágica, mas é física! Com um simples detalhe em uma garrafa de água é possível controlar a subida e a descida de um objeto que está dentro dela.
Link no Youtube: http://youtu.be/R6XCLdEEj0c
Apertando a garrafa é possível fazer a tampa descer. Quando se solta a garrafa, a tampa sobe. Isso ocorre porque o ar que está dentro da tampa se comprime, e a densidade do objeto diminui (o volume fica menor, mas a massa continua sendo a mesma).
Por meio desse experimento é possível observar também a Lei de Pascal: quando um líquido sofre pressão, todos os pontos daquele líquido também sofrem pressão.
Ou seja: quando se aperta a garrafa, a pressão toda do líquido aumenta, forçando o ar no interior da tampa a se comprimir.
Para fazer a experiência é necessário fazer vários testes com a bolinha de massa que é usada como peso, pois o conjunto todo tem que ter uma densidade muito próxima à da água. Se o peso for muito leve, será necessário apertar muito forte a garrafa para que a tampa desça.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Momento de reflexão(3)

Oito Bons Presentes Que Não Custam um Centavo 

O PRESENTE ESCUTAR... Mas você deve realmente escutar. Sem interrupção, sem distração, sem planejar sua resposta. Apenas escutar. 

O PRESENTE AFEIÇÃO... Seja generoso com abraços, beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos. Deixe estas pequenas ações demonstrarem o amor que você tem por família e amigos. 

O PRESENTE SORRISO.... Junte alguns desenhos. Compartilhe artigos e histórias engraçadas. Seu presente será dizer, "Eu adoro rir com você." 

O PRESENTE BILHETINHO... Pode ser um simples bilhete de "Muito obrigado por sua ajuda" ou um soneto completo. Um breve bilhete escrito à mão pode ser lembrado pelo resto da vida, e pode mesmo mudar uma vida. 

O PRESENTE ELOGIO... Um simples e sincero, "Você ficou muito bem de vermelho", "Você fez um super trabalho" ou "Que comida maravilhosa" faz o dia de alguém. 

O PRESENTE FAVOR... Todo dia, faça algo amável. 

O PRESENTE SOLIDÃO... Tem momentos em que nós não queremos nada mais do que ficar sozinhos. Seja sensível à esses momentos e dê o presente da solidão ao outro. 

O PRESENTE DISPOSIÇÃO... A maneira mais fácil de sentir-se bem é colocar-se à disposição de alguém, e isso não é difícil de ser feito. 

domingo, 5 de junho de 2011

Momento de reflexão(2)

Cachorrinho Manco 


Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes 'a venda. "Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja. 

O menino puxou uns trocados do bolso e disse: 

- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?" 

O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. 

Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:] 

- "O que é que ha com ele?" 

O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse: 

- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!" 

O dono da loja respondeu: 

- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente." 

O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: 

- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total." 

O dono da loja contestou: 

- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos." 

Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. 

Olhou bem para o dono da loja e respondeu: 

- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso." 

sábado, 4 de junho de 2011

Momento de reflexão(1)

O Vendedor de balões 


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. 

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. 

Havia ali perto um menino negro. 

Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões. 

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. 

Todos foram subindo até sumirem de vista. 

O menino, de olhar atento, seguia a cada um. 

Ficava imaginando mil coisas... 

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. 

Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou: 

- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros? 

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse: 

- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir. 

Anthony de Mello. 

Nova edição

Dikas e Ideias cria uma nova edição: "Momento de reflexão"
Será postado uma reflexão por dia para que você possa viver melhor nesse mundo com tanta maldade.

Não perca!
Todos os dias às 17:00 terá uma reflexão postada e, de acordo com as estatisticas de visualisação e comentário, o numero de postagens por dia irão aumentar.

Vamos lá!
Começará hoje, sábado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Spartacus (Stanley Kubrick, 1960)

Spartacus foi a primeira grande produção de Stanley Kubrick, trabalhando como diretor contratado de estúdio, um emprego conseguido por Kirk Douglas, com quem havia feito o anterior Glória Feita de Sangue. A experiência, porém, não foi bem vista por Kubrick, que depois de concluída a pós-produção do filme decidiu nunca mais trabalhar para um estúdio novamente. Quem fala sobre um dos grandes épicos do cinema é Robson Galluci, no quinto filme deste especial.

Spartacus (Spartacus, 1960)
Spartacus foi o filme mais importante para a carreira de Stanley Kubrick.
Antes que o leitor fique indignado ao ver obras como 2001 ou Laranja Mecânica preteridas em relação a esse épico, devo lembrar que há uma considerável diferença entre “filme mais importante da carreira” e “filme mais importante para a carreira”. Spartacus foi uma experiência bastante traumática para Kubrick: contratado por Kirk Douglas, produtor executivo e ator principal do projeto, para substituir Anthony Mann, o diretor sentiu-se amarrado durante toda a produção — suas idéias raramente batiam com as de Douglas, que tinha a palavra final. Foi por causa de Spartacus, portanto, que Kubrick decidiu que nunca mais trabalharia como diretor contratado — garantiu que, dali em diante, só entraria em projetos nos quais tivesse liberdade criativa absoluta. E é por esse motivo que considero o filme como o mais importante para a carreira do diretor; foi o estopim que permitiu a realização das posteriores obras-primas do cineasta.
É um exercício interessante comparar Spartacus com os primeiros filmes de Kubrick, A Morte Passou por Perto e O Grande Golpe (Fear and Desire não conta, já que era renegado pelo próprio diretor e foi tirado de circulação): se nestes podemos perceber os primeiros traços de um jovem que um dia se revelaria um gênio, em Spartacus podemos ver o mesmo realizador de antes, já em condições de fazer um filme brilhante (afinal, a obra anterior do cineasta fora o inesquecível Glória Feita de Sangue), mas não fazendo, por algum motivo. É a diferença entre “esse sujeito ainda vai filmar uma obra-prima” e “ele poderia ter feito melhor dessa vez”.
Isso não significa que Spartacus seja ruim ou medíocre, pelo contrário. Embora não esteja à altura das obras subseqüentes (com exceção de Lolita), o filme é um ótimo épico, mesmo tendo vindo depois de Ben-Hur. E, apesar de tudo, não há como negar que foi dirigido por Stanley Kubrick: sua assinatura inconfundível está lá, mesmo que um pouco apagada. Na beleza estética, podemos reconhecer o Kubrick que mais tarde nos presentearia com Barry Lyndon; no fundo político da trama, o Kubrick que mais tarde faria Dr. Fantástico e Laranja Mecânica; na escala grandiosa do filme, o Kubrick que mais tarde mostraria ao mundo seu épico peculiar, 2001: Uma Odisséia no Espaço.
Sem mais delongas, um resumo do enredo: Spartacus é um escravo trácio comprado por Lenulus Batiatus (Peter Ustinov, irrepreensível), que possui uma escola onde treina gladiadores. Durante uma visita do general Marcus Licinius Crassus (Laurence Olivier), Batiatus é persuadido a realizar dois combates que deverão se estender até que um dos oponentes morra. A situação é especialmente traumática para os escravos, que se vêem obrigados a lutar até a morte contra um amigo. A conseqüência é o início de uma rebelião na escola de gladiadores — rebelião que ganha aos poucos proporções épicas e se transforma no maior levante de escravos da história de Roma. Do outro lado, no Senado romano, estão o próprio Crassus, que vê na revolta uma oportunidade para adquirir poder, e Gracchus (Charles Laughton), que procura a solução que cause menos transtornos.
Um fator que diferencia Spartacus de outros épicos, e onde já se manifesta a marca de Kubrick, é que o maniqueísmo aqui é bem mais moderado. Todos os escravos são retratados como pessoas boas, simples, fazendo brincadeiras entre si, sem defeito algum, praticamente, mas o mesmo não ocorre no núcleo romano da história (que, por sinal, é o mais envolvente). Tomemos Gracchus como exemplo: simplificando as coisas, ele seria um dos mocinhos do filme, mas não é mostrado em momento algum como alguém perfeito ou completamente virtuoso — há inclusive um momento em que ele diz “Política é uma profissão prática. Se o criminoso tem o que você quer, negocie com ele.”, o que, infelizmente, não deixa de ser verdade.
Esse fundo político da trama, aliás, é um dos melhores aspectos de Spartacus, e mais um que traz a marca de seu diretor. (O filme foi acusado de ser comunista na época de seu lançamento, e ainda trazia Dalton Trumbo, que estava na lista negra de Hollywood, nos créditos.) É extremamente interessante acompanhar as jogadas (não há outra maneira de defini-las) dos senadores romanos, que não pensam duas vezes antes de manipular alguém ou se utilizar de uma oratória invejável com o objetivo de enfraquecer uma visão contrária à sua. Usando mais uma vez Gracchus como exemplo: a certa altura do filme, ele indica Marcus Glabrus (John Dall), comandante da Guarda Romana e pupilo de Crassus, para ir ao encontro do exército de Spartacus e vencê-lo. O ponto é que há uma grande chance de Glabrus perder o combate e voltar humilhado — e, assim, quem o substituiria seria o comandante provisório (que, por sua vez, é pupilo de Gracchus). Outros momentos ótimos são as estratégias e contra-estratégias de Gracchus e Crassus, das quais não vou falar aqui por ocorrerem já com o filme bastante avançado.
E chegamos a Crassus, que pode ser definido como o vilão da história… mas as coisas não são tão simples quanto parecem. Como dito acima, Spartacus é um filme que foge do maniqueísmo em certo aspecto — e isso é notável quando se trata do personagem do general. Embora o roteiro dê a oportunidade de retratá-lo como um homem maléfico e terrível, Crassus se mostra como alguém que simplesmente decidiu se adaptar ao seu meio — Roma, no caso. A cena em que ele diz ao seu criado que Roma domina o mundo inteiro, e que a única escolha inteligente é admirá-la e servi-la, revela bastante de sua personalidade. Crassus considera Roma um império indestrutível, e vislumbra a chance de chegar ao poder. Méritos para Kubrick e, principalmente, para Laurence Olivier, brilhante — houve momentos em que eu cheguei a torcer pelo general.
A direção de Kubrick também é ótima, embora não tão estupenda quanto a dos filmes que viriam a seguir, ou a de Glória Feita de Sangue. As seqüências de ação são incríveis, especialmente a batalha final entre os exércitos de Spartacus e Crassus: antes de ela começar efetivamente, Kubrick gasta vários minutos acompanhando a movimentação das tropas (em tomadas que certamente Peter Jackson viu), estabelecendo um clima de tensão admirável. Lançar um épico com cenas de ação marcantes apenas um ano depois de Ben-Hur e sua espetacular corrida de bigas é coisa para poucos. E, antes que me esqueça, preciso citar aquela que considero a melhor cena do filme: aquela em que Antoninus recita um poema cujo tema é o retorno para casa. É lírica, esplêndida… seria Kubrick ensaiando para 2001?
Não há muito mais o que falar sobre Spartacus. Elogiar a fotografia, de Russell Metty, ou a bela seqüência de abertura, do genial Saul Bass, e demais aspectos técnicos seria chover no molhado, repetir o óbvio. Ao contrário das obras posteriores de Kubrick, esse épico (ou melhor, Kirk Douglas) nunca teve a intenção de dar margem a discussões complexas sobre o homem, a guerra ou a sociedade. Inclusive, quando decidi escrever sobre Spartacus, o fiz por imaginar que seria mais fácil (fui preguiçoso, admito). Quase me arrependi da escolha, depois de rever o filme duas vezes em dois dias e contemplar o cursor piscando numa página em branco durante várias horas. Acabei chegando a uma conclusão: é difícil escrever sobre qualquer filme do diretor. Mas isso não deveria ser uma surpresa para mim; afinal, estamos falando de Stanley Kubrick.

Escravos em Roma

Tal como aconteceu na Grécia, também a economia em Roma se baseou no trabalho de escravos, uma vez que os cidadãos tinham de se dedicar totalmente aos afazeres políticos e sociais.
Nos primórdios da República (séculos V a. C.) eram ainda poucos os escravos, tendo o seu número aumentado a partir dos séculos III e II a. C. com as capturas efetuadas por meio de pirataria marítima e pelas conquistas territoriais do Império Romano. Era sobretudo em Delos e em Cápua que se comerciavam estes escravos, provindos inicialmente da Ásia e da África sob domínio de Roma, e o negócio era de tal forma lucrativo que as vendas ascendiam por vezes a algumas dezenas de milhar diárias.
Os donos possuíam sobre estes servos todos os direitos, inclusivamente os de vida e morte. Não lhes era permitido ter nome, participar na vida política, possuir coisas de sua propriedade ou casar-se. Eventualmente, se o senhor fosse bondoso ou se agradasse de algum dos seus escravos poderia dar-lhe alforria.
As condicionantes que levavam à escravatura eram algo semelhantes às da Grécia, contando-se a exposição de crianças (que pertenceriam a quem as recolhesse), a venda do filho pelo pai, a venda da própria pessoa, a venda para pagar dívidas, o aprisionamento durante a guerra, a venda de peregrinos capturados, a venda de vassalos por alguns dos reis do Oriente e ser filho de uma escrava.
No seio deste grupo social havia também diversas classes, nas quais se enquadravam os escravos que possuíssem mais ou menos conhecimentos e de acordo com o teor destes mesmos conhecimentos. Os senhores cultos e abastados tinham a possibilidade de adquirir escravos gregos, detentores de grande prestígio intelectual, para ensinar os filhos, sendo estes cativos muito bem tratados. Tal não acontecia com os escravos que não possuíam qualquer saber especializado (de medicina e escrita, por exemplo), trabalhando neste caso nas galeras, nos campos, minas e fazendo os mais rudes trabalhos domésticos.
Os escravos trabalhavam também nos organismos públicos e coletivos, estando associados em corporação chamadas servi publici.
O tratamento dado à maioria destes servos era tão desumano que frequentemente havia deserções e rebeliões, entre as quais se enquadra a do grego Spartacus (73 a. C.). Estas rebeliões eram duramente refreadas e punidas, uma vez que todo o sistema económico do mundo romano em Itália e bastantes outros territórios colonizados e aculturados dependia deste género de mão de obra.

Escravos na Grécia Antiga

Na Grécia do período Clássico, os escravos, cuja condição variava segundo a região e sistema político-social dominante (como Atenas e Esparta, por exemplo), tinham sobretudo a obrigação de cumprir tarefas relacionadas com a casa do senhor, desempenhando além disso funções económicas.
Este sistema revelou-se extremamente proveitoso, uma vez que, livres dos encargos quotidianos, os cidadãos podiam ocupar-se do cultivo das artes sociais, políticas e intelectuais.
Contudo, e apesar de terem sido contemplados pelas leis, os escravos eram considerados apenas habitantes da cidade e não cidadãos, não sendo portanto abrangidos pelos direitos e regalias destes últimos.
Os escravos costumavam ser inicialmente capturados nas cercanias dos grandes centros (pólis), a algumas dezenas de quilómetros, uma vez que a Hélade (Grécia) não era uma agregação territorial, mas antes um conjunto de pólis autónomas. Mais tarde eram fornecidos por entrepostos comerciais, capturados na Frigia, na Caria e na Trácia e crê-se que a partir do século V a. C. eram comprados aos bárbaros, tendo também havido gregos que se tornaram escravos por não conseguirem pagar dividas contraídas. Outras formas de obter servos eram a venda dos filhos, a venda da própria pessoa para poder sobreviver (método a que recorriam os mais indigentes) e mesmo trocar os serviços de médico pela escravatura do paciente.
Devemos frisar que o conceito de escravatura era nesta altura e neste contexto geográfico muito particular, sendo os escravos tratados com humanidade, chamados a combater ao lado dos seus senhores (apesar de em raras ocasiões de perigo extremo e em troca de direitos e regalias) e participando com eles nos trabalhos da sua profissão.
Filósofos como Aristóteles consideravam que a condição de escravo era inerente a certos indivíduos, chegando a declarar que todos os bárbaros tinham as características destes mesmos indivíduos, que os impedia de elaborar juízos morais e os tornava, consequentemente, destinados a obedecer. Aristóteles defendia igualmente a guerra como uma forma legítima de conseguir escravos, algo que era bastante comum, como denotam os poemas homéricos. Estas justificações não impediam, no entanto, que fosse admitida a necessidade como razão fundamental para a prática da escravatura.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Guia Reforma Ortografica

Dica de Português - Acentuação e sinais auxiliares da escrita

Antes de ensinar a acentuar palavras há de se observar a existência de dois tipos de acentos, o acento tônico e o acento gráfico.
acento tônico trata-se da sílaba mais forte da palavra que sempre corresponde a sílaba tônica. Por exemplo, a palavra "prato" tem acento, o acento tônico, entretanto não tem acento gráfico.
acento gráfico serve para mostrar visualmente onde está localizado o acento tônico, desse modo ajudando no pronunciamento correto da palavra, além de que mesmo a falta do acento gráfico já ajuda a resolver essas dúvidas.
Enfim, toda palavra tem acento, pelo menos o acento tônico.

Ocasiões para usar o acento no Português
Acentuação gráfica - Quando o objectivo do acento é marcar a sílaba tónica (pronunciada com mais força do que as outras). O Acento Agudo e o Acento Circunflexo desempenham esta função.
Acentuação fonética - Quando o acento é uma característica da letra, ou seja, quando o som da letra é modificado por este. O Til, o Acento Agudo, o Acento Grave, oAcento Circunflexo e o Trema (somente no Brasil) podem desempenhar esta função.

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Sinais auxiliares da escrita

São aqueles sinais que, não sendo acentos, de alguma forma tentam aproximar a escrita da pronúncia. São eles: Hífen e Cedilha.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A mágica da água que muda de cor

Usando apenas ingredientes comprados em um supermercado, é possível fazer um líquido roxo se transformar em verde, azul, amarelo ou rosa.
O segredo é fazer um chá de repolho roxo e misturá-lo com substâncias básicas ou ácidas. No vídeo, utilizei soda cáustica, bicarbonato de sódio e vinagre. Como o repolho roxo é um indicador de acidez, sua cor mudará e será diferente para cada um desses elementos.
Se você for fazer em casa, tome cuidado com a soda cáustica, que é extremamente corrosiva.
Este vídeo é o primeiro de uma série que estou fazendo para o blog Uhull. A cada terça feira haverá uma experiência nova no blog.
PERGUNTAS FREQUENTES
Por que a água que era verde ficou amarela?Porque a soda cáustica foi reagindo aos poucos com o repolho roxo.
Se a soda cáustica é tão perigosa, como você fez isso dentro de casa?
A soda cáustica não é tão perigosa assim, tanto que é vendida para ser usada dentro de casa, para desentupir canos. O problema é que ela pode causar queimaduras. Por isso eu usei proteção :-)

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